Este é um espaço-tempo para registrarmos as impressões, reflexões, construções, desconstruções e reconstruções de nossas ideias nas/das aulas de Língua Portuguesa (mas não só nelas/delas), do curso de Letras de 2014. Almeja, ainda, ser um contexto de conteúdos da disciplina para os amantes do nosso "idiomaterno" incrível. Sintam-se em casa e agraciados pelo aroma da "última flor do Lácio" que vive em nós e que nos faz vivos a cada e todo instante!!!
quinta-feira, 29 de maio de 2014
quarta-feira, 30 de abril de 2014
nomesteus
não posso conservar o som do teu nome no vento por mais tempo que o tempo que leva para dizê-lo...
e quando pronuncio a l o n g a d o
cada sílaba como se fosse
um
pedaço
teu
deixando que cada letra sibile entre os dentes como se pudesse morder a carne
(ainda macia da boca...)
- nada disso se parece com você -
e por isso é ainda hoje o teu pre-nome que eu chamo à noite
um rosto rasgado pela luz
num sorriso contornado em cores rouge
e era com o fio no olhar que eu te chamava
(quando não havia palavra que nomeasse tua geografia)
- porque nada disso contém teu nome -
terça-feira, 1 de abril de 2014
Língua Portuguesa
Língua Portuguesa - Olavo Bilac
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
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